Aumenta a procura de mulheres por cursos de tiro

Aumenta a procura de mulheres por cursos de tiro

Aumenta a procura de mulheres por cursos de tiro

Procura por armas cresce entre as mulheres em BH

 

Quando criança, a empresária Gislaine Schoppan Santos, de 52 anos, brincava de espingarda com o irmãozinho, o que não a impediu de ter medo de armas na vida adulta. Até que, por insistência do marido, aficionado por armamento, decidiu conhecer um clube de tiro. E se apaixonou. “Me encantei com o entusiasmo das pessoas. E percebi que a prática do tiro é concentração. Sou ansiosa, e o esporte me trouxe tranquilidade. Você se concentra e foca para atirar, o que tira o estresse e relaxa.”...

Dados dos principais clubes de tiro de São Paulo e do Rio de Janeiro indicam que houve aumento de 40% a 50% de mulheres nos últimos cinco anos. Nos EUA, a participação feminina nestes clubes também aumentou. Porém, a legislação americana sobre armas é bem mais branda do que por aqui: basta ter mais de 21 anos (18, dependendo do armamento), passar por um teste e não ter antecedentes criminais. No Brasil, o processo exige mais requisitos (saiba mais abaixo)....

Ele conta que muitas mulheres usam o tiro esportivo como terapia.“O tiro também é um esporte diferente que não requer tanto tempo para te ajudar a distrair. Tem mulher que chega aqui e atira por cinco minutos. Isso já pode ser suficiente. Outras, pegam quatro, cinco caixas de munição e passam metade do dia disparando”. O perfil é bastante variado, segundo Freitas. “Tem dona de casa, diretora de multinacional, empresária. Quem costuma levar o esporte mais a sério são mulheres com mais de 40 anos. Mas a maioria procura para ter contato com armas. Quando você já conhece uma arma, consegue manter mais a calma em um assalto, por exemplo”. Frequentadora do Clube de Tiro Competition, na zona norte da capital paulista, há pouco mais de um ano, Gislaine conta que a prática de tiro uniu sua família. “Venho com o meu marido e meus dois filhos, de 16 e 18 anos. Alguns familiares reclamam que estou levando meus filhos para o mau caminho, mas não me importo. O fato de conhecer e manusear a arma, me traz mais segurança para a eventualidade de ser pega em um assalto, por exemplo”, explica....

“Meu marido pesca, eu atiro” A recepcionista Carla Gonçalves, de 38 anos, também tinha pavor de armas antes de conhecer o esporte. “Eu abominava a ideia de tiro, como a maioria da população. Sou casada há 20 anos com filho de militar e achava desnecessário meu sogro mexer na arma na nossa frente. Depois de começar a trabalhar no clube, fiquei curiosa e passei a estudar o assunto. Fui me apaixonando e já participo de cursos e campeonatos. A prática do tiro é deliciosa. O meu marido pesca, eu atiro”, diverte-se....

No caso da estudante de educação física Thalita Nakagaky, de 28 anos, o tiro esportivo entrou em sua vida como opção de esporte. “Estudo educação física e queria algo diferente e dinâmico para a minha vida profissional. Meu namorado já frequentava o clube e decidi experimentar”. A estudante treina a cada duas semanas e participa de, pelo menos, um campeonato por mês. “No tiro esportivo, é tanta concentração que você acaba se desligando de todo o mundo e se afastando de todas as adversidades do dia a dia. Isso te desestressa de uma maneira sem igual e me ajuda muito na concentração e com a ansiedade. E levo isso para a rua, pois fiquei mais cautelosa”....

https://www.uol.com.br/universa/noticias/redacao/2018/06/19/cresce-em-ate-50-o-numero-de-mulheres-em-clubes-de-tiro-no-brasil.htm

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